Lena Willemark & Ale Mӧller – “Nordan”

Pop Rock

16 de Novembro de 1994
WORLD

Lena Willemark & Ale Mӧller
Nordan

ECM, distri. Dargil


lw

Lançado no mercado nacional na mesma altura que o novo dos Hedningarna, “Nordan” corre o risco de passar despercebido, o que seria injusto. Os nomes de Lena Willemark e Ale Mӧller já eram conhecidos – suspeita-se que por muito poucos – através do álbum excelente que gravaram juntamente com Per Gudmundson, “Frifot”, surgido no ano passado em quantidades reduzidas nos escaparates e que nesta secção foi na altura devidamente enaltecido.
A música destes suecos não passou despercebida a Manfred Eicher que, desde a edição de “Rosensfole”, de Jan Garbarek com a cantora Agnes Buen Garnas, não tem perdido de vista a música tradicional oriunda da Escandinávia. Em “Nordan” – primeira surpresa –, um dos percussionistas presentes é Björn Tollin, dos Hedningarna, que aqui, ao contrário do que acontece na sua banda, não se revela pela força mas antes pela subtileza. Baseada em baladas medievais e canções folk da tradição sueca, a par de composições originais de Ale Mӧller, a música de “Nordan” confirma a enorme beleza expressiva da voz de Lena Willemark – mais solta e enleante que as de Agnes Buen Garnas – e os talentos, como arranjador e multinstrumentista (mandola, flautas, harpa, “shawwm” ou bombarda medieval, trompa, saltério e acordeão) de Ale Mӧller, num disco que conta ainda com as presenças do “habitué” da ECM, Palle Danielsson, no contrabaixo, Mats Edén, nas “drones” de violino e “kantele” (saltério escandinavo), por Gudmundson (violino e gaita-de-foles sueca), Tina Johansson (percussão) e Jonas Knutson (saxofone e percussão), além do já citado elemento dos Hedningarna.
Os únicos reparos, de ordem subjectiva, poderão ir apenas para a produção, que para alguns poderá soar demasiado límpida, ou para as entradas “Garbarekianas” do saxofone, características de resto difíceis de eliminar num disco da ECM. “Nordan” tem a serenidade que falta a “Trä” e é o álbum ideal para complementar a loucura dos Hedningarna. E, já agora, é superior a “Rosensfole”. (9)



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