Michel Jonasz – “Où est la Source”

Pop Rock

16 FEVEREIRO 1994
NOVOS LANÇAMENTOS POP-ROCK

Michel Jonasz
Où est la Source

WEA, distri. Warner Music


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Os franceses têm aquela qualidade preciosa de conseguirem ser chatos como a potassa mas dando a entender que é coisa fina e elegante. Com “charme”, dizem eles. Michel Jonasz anda na “chanson” há muitos anos, mas não é por isso que “Où est la Source” deixa de ser chato. Ele é um autor, melhor dizendo um poeta. Vê-se pelas letras que ele tem o cuidado de cantar devagarinho, não se vá perder alguma sílaba. Às primeiras notas do disco, ou num tema como “Vivement l’avenir”, poderia passar por um Momus cloroformizado. Mas depois a coisa arrasta-se com uma lentidão exasperante, com Jonasz a não ser capaz, ou a não querer, sair dum estilo semideclamado que se deixa anestesiar em baladas intoxicadas pelo fumo de casino. Aliás é tudo semi, neste álbum. Semi-jazz em “Triste et bleu”, semi-romântico, em “Le piano et le pianiste”, semibonito, em “Tombent les feuilles”. Steve Gadd e Paulinho da Costa, entre outros músicos convidados, adormecem com Jonasz ao som das estrelas. É tudo azul. “Blues” de lágrima fácil? Nem o Vitinho conseguia fazer-nos adormecer com um sorriso de tanta beatitude nos lábios. (4)

A partir daqui



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