Produtor Inglês Mistura Hands On Approach

18.12.1998
Produtor Inglês Mistura Hands On Approach

Encontra-se em fase de mistura final o álbum de estreia dos portugueses Hands On Approach (HOA), estando previsto que o disco saia em fins de Fevereiro, princípios de Março, segundo anunciou um dos responsáveis da Polygram. Na mesa de misturas dos estúdios Exit, está Darren Allison, produtor inglês de renome (The Divine Comedy, Spiritualized, Skunk Anansie, The Orb, Eurythmics, Bootsy Collis, Electronic, Babybird, Propaganda, entre outros) que antes já tomara contacto com o som dos HOA, acompanhando-os durante quase uma semana de ensaios. A gravação, sempre sob a supervisão de Allison, decorreu ao longo dos últimos meses nos estúdios da Régie.
Em definitivo, está já o alinhamento, com um total de dez canções, metade em inglês, metade em português. “Saudade”, “Djembé”, “Um destino”, “tão perto, tão longe” e “Musa” são os títulos cantados em português sendo o inglês utilizado em “Blown”, “My Wonder Moon”, “Insignificance”, “Gift to none” e “Silence”. Demo do mês, com “My wonder moon”, para a FM Radical, maquete do ano para a Super FM, os Hands on Approach prometem estoirar no mercado nacional com um som que poderá tornar-se o sucessor natural dos Silence 4 na conquista dos tops. O grupo, formado em Abril de 1996, para uma actuação “un plugged” em directo na Antena 3 e cujo nome foi escolhido à entrada do estúdio, a partir de um título qualquer lido numa revista, é constituído por Rui David (voz e guitarra, Michael Stipe, dos REM, que se cuide…), João Luís (baixo), Sérgio Mendes (guitarra) e Aníbal Rosado (bateria).
Pedro Barrento, que descobriu os HOA quase por acaso, ao fim de uma noitada num bar de Setúbal, ainda não se refez do efeito que lhe provocou a música do grupo, do qual se tornou entretanto o empresário: “Achei a música genial. É tudo aquilo que as bandas portuguesas, em geral, não são, com uma pop directa, descomprometida, correspondente a um certo som “britânico”. Todos reconhecem nos HOA um “potencial comercial fabuloso”. A Darren Allison cabe neste momento a responsabilidade de transformar a gema em jóia lapidada.

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