Pete Lockett’s Network of Sparks – One

03.03.2000
Pete Lockett’s Network of Sparks
One (6/10)
Via, distri. MVM


pl

Estudioso e executante de diversas percussões étnicas, Pete Lockett já colaborou, entre outros, com Björk, Kula Shaker, David Toop, B. J. Cole, Nitin Sawhney, Pet Shop Boys, Beth Orton e Trans Global Underground. Com os Network of Sparks conta, além de com outros três percussionistas, com o convidado especial Bill Bruford, um dos grandes bateristas do rock, que integrou grupos como os Yes, King Crimson e Genesis antes de enveredar pelo jazz-rock com os seus próprios Earthworks. “One” é um disco de percussão caracterizado por algum academismo, lançando ideias que quase sempre se acomodam ou ao estruturalismo das linguagens minimalistas ou a modalismos étnicos. Música delicada, apenas explode quando Bruford é chamado a intervir. “One” cita múltiplas influências: os holandeses Slagerij von Kampen (na humanização dos samples percussivos), os húngaros Amadinda (sempre que marimbas se fixam no minimalismo), o japonês Stomu Yamashta (de “Floating World”, na progressão do vibrafone em “Complex transactions”), os norte-americanos Fast Forward (nos címbalos tocados com arco nas reverberações de metal de “Groove oddity”), os King Crimson de “Larks’ Tongues in Aspic” (a introdução de “Self Portrait”, de Max Roach), os franceses Pierre Moerlen’s Gong sempre que se aproxima o jazz rock. Num álbum dominado pelas percussões melódicas (vibrafone, marimba, tablas, samplagens) é preciso esperar pelo solo de bateria de Bruford num original de Pierre Favre (“Prism”) para a energia se libertar sem limitações. Um disco de extremo rigor mas que, contrariando o nome da banda, não faz faísca.

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