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Curso de Domótica – Parte 8 : EIB – subparte 2/3

Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Domótica

Eis alguns desses participantes:

• Botões de pressão (para efectuar o comando manual)

A sua função é gerar mensagens na linha de Bus que farão agir os actuadores.
Podem possuir 1, 2 ou 4 canais.
Cada botão é parametrizável por canal, podendo os diversos canais de cada botão ter
parametrizações diferentes. Estes botões poderão ser parametrizados/configurados para memorizar cenários (cada um destes cenários pode agrupar num único comando acções simultâneas para até 8 grupos independentes de actuadores: iluminação, persianas, aquecimento, etc), sendo permitido o comando de um cenário por canal;
Ou seja: Imaginemos a seguinte situação – Temos um botão de pressão de 2 canais e pretendemos que quando o premimos de manhã os estores da sala abram, as luzes do pátio se apaguem, e a TV seja ligada; quando o premimos à noite, pretendemos que a TV se desligue, as luzes do pátio acendam e o aquecimento do quarto se ligue por 15 minutos.
Cada uma destas duas situações constitui um exemplo daquilo que se designa por cenário e, neste caso, pode ser configurado no mesmo botão de pressão, um cenário em cada um dos 2 canais do botão.

• Sensores
Sensores interiores/exteriores – todos os sensores digitais são integrados no sistema através de entradas binárias (ver à frente) que transformam os sinais eléctricos destes em mensagens para a linha de bus.

REG – Montagem em calha DIN (elementos compactos).

REG_MODUL – Montagem em calha DIN (elementos modulares).

• Actuadores
Os actuadores recebem as mensagens emitidas pelos sensores e actuam em conformidade com essas mensagens e a programação que foi feita pelo utilizador.
Podem dividir-se em dois grupos:
Os actuadores de comutação e os actuadores de regulação

• Comandos de infravermelhos
Consiste em três componentes:
Emissor, receptor e descodificador de infravermelhos (descodifica e transforma o sinal eléctrico em mensagens para a linha de bus);
São os normais comandos à distância, similares ao nosso comando da TV, que permitem actuar sobre os dispositivos actuadores (lâmpadas, aquecedor, torradeira, etc), em vez de usar um botão de pressão.

• Saídas binárias
São contactos livres de tensão, com um acoplador de bus integrado (EEPROM parametrizável), que operam consoante as informações enviadas através da linha de bus, actuando directamente sobre os circuitos de potência (o que está ligado à tomada – aquecedor, TV, fogão, etc.).

• Entradas binárias
São participantes de bus de forma modular, com acoplador de bus integrado, que permitem receber informações digitais, de sensores e outra aparelhagem, transformando-as em mensagens para a linha de bus que, por sua vez, farão actuar as saídas binárias;

• Sistema de montagem rápida
Sistema constituído por aparelhagem modular e em forma de balastro e por unidades lógicas parametrizáveis de montagem em tecto falso. Este sistema está dotado de cabos e fichas pré-fabricadas, reduzindo substancialmente o tempo e custos de montagem.
Evitam que tenhamos que alterar/desmontar e substituir todas as tomadas, interruptores e respectivas caixas, usando em vez disso estes módulos onde os aparelhos depois se irão ligar ou de onde sairão as ligações para as caixas de aparelhagem referidas.

Funcionamento do sistema EIB

O sistema é controlado por eventos, isto é, acontecimentos.
A sua espinha dorsal percorre todo o edifício ou habitação.
Os sensores e actuadores ligam-se à linha de bus.

Uma vez ligados todos os dispositivos, podem trocar informação que é transmitida em série, de acordo com certas regras (protocolo de bus).
Para isso é necessário que a informação obtida pelos sensores seja armazenada em pacotes ou mensagens. São estes pacotes que serão enviados, através do bus, a um ou mais actuadores.

Por exemplo, um sensor de luz pode não estar somente programado para comunicar com certas lâmpadas, mas também para comunicar com as persianas das janelas, enviando-lhes mensagens para abrirem ou fecharem, de acordo com a luz do dia.

Para que tudo isto funcione, os sensores e actuadores possuem um endereço físico.
Deve então proceder-se a uma programação das configurações para decidir quais sensores comunicam com quais actuadores. Isto permite a criação de uma única função ou uma comunicação em grupo (criação de uma cena ou cenário, de que vimos um exemplo atrás).

Em traços gerais o funcionamento de um sistema domótico EIB consiste em fazer chegar a todos os sensores e actuadores de uma instalação EIB uma tensão de aproximadamente 29Vdc.

Esta tensão é transmitida por um par trançado de fios de 0.8 mm2 de secção.

Os elementos sensores da instalação transmitem através do bus as mensagens correspondentes às ordens que recebem do exterior (botão de pressão, por exemplo).
Todos os restantes elementos do bus recebem a mensagem mas só reagem os elementos aos quais o telegrama é destinado/endereçado (actuador).

Protocolo de Comunicação

É o conjunto de regras que todos os dispositivos do sistema têm de obedecer ou, dito de outra forma, todos têm de falara a mesma linguagem para se poder entender e comunicar.

Todos os dispositivos do sistema comunicam entre si utilizando sinais binários.

Em função do meio de transmissão ter-se-á diferentes velocidades de transmissão.

Quando se produz no bus EIB uma variação dos níveis de tensão diz-se que este está a enviar um 0 (zero) lógico quando o sinal retorna a zero e nesse estado permanece diz-se que o sistema está a enviar um 1 (um) lógico.

A mensagem é, no bus EIB, enviada segundo um mapeamento da informação. O pacote de informação, que o emissor envia, tem uma série de dados estruturados e quando chega ao receptor é devolvido numa trama de informação que indica se a mensagem foi ou não bem recebida.

Todas e cada uma das mensagens são divididas nos campos da figura seguinte.

– Controlo (8 bits)
– Endereço do emissor (16 bits)
– Endereço do destinatário. (16 bits +1 bit)
– Contador (3 bits)
– Longitude (4 bits)
– LSDU (Link Service Data Unit): Informação a transmitir (até 16×8 bits)
– Byte de comprovação. (8 bits)

(continua…)

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