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Curso de Domótica – Parte 5 : X10 – subparte 1/2

Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Domótica

X-10

Introdução

O sistema X-10 apareceu em 1976, através da empresa escocesa Pico Electronics que tentou desenvolver um sistema de automação doméstica que utilizasse a rede eléctrica como meio de comunicação e que permitisse controlar de forma remota os aparelhos e luzes de uma qualquer habitação.

Com vista a obter o apoio financeiro necessário para o desenvolvimento e distribuição dos seus produtos, a Pico Electronics associou-se à BSR em 1978, o que resultou na criação da X-10 Ltd, que desenvolveu o sistema X-10, tal como hoje se conhece.

Os fundadores da X-10 Ltd estabeleceram os seguintes princípios no que diz respeito à manufactura e comercialização dos seus produtos:
• Os produtos deveriam possuir circuitos integrados com objectivos de desempenhos específicos, isto é, adequados à aplicação;
• A manufactura desses produtos deveria ser barata e feita em grandes quantidades;
• Os produtos deveriam ser introduzidos no mercado a preços bastante acessíveis.

Posteriormente foi estabelecido um acordo com a Sears, Roebuck and Company, e com a Radio Shack. Em 1979 a X-10 Ltd começou a distribuir o sistema X-10 a estas duas empresas que, por sua vez, o introduziram com sucesso no mercado.

Controladores e Módulos

A linha de automação doméstica criada pela companhia X-10 Ltd baseia-se em dois componentes básicos: controladores e módulos receptores. A comunicação entre estes dispositivos é feita pela rede eléctrica – os primeiros enviam sinais (comandos), que são recebidos pelos segundos.

Os módulos receptores são simples adaptadores que se ligam entre o dispositivo a controlar (por exemplo, um aparelho electrodoméstico ou uma lâmpada) e a rede eléctrica.

Existem duas classes básicas de módulos receptores: os módulos de lâmpadas e os módulos de aplicativos. Os primeiros permitem ligar/desligar e efectuar o dim/bright (diminuição/aumento do nível de intensidade luminosa) das lâmpadas incandescentes.
Os segundos usam um relé para ligar/desligar qualquer aplicativo que a eles se encontre ligado, pelo que permitem controlar motores, lâmpadas fluorescentes, etc.
Os controladores enviam comandos pela rede eléctrica para os módulos a fim de controlar os dispositivos que lhes estão ligados. Tais controladores podem ser simples, isto é, possuir um número reduzido de comandos, ou então ser mais complexos, com relógio integrado e acesso telefónico. Em geral, qualquer controlador pode ser usado para controlar qualquer módulo. Além disso, os mesmos módulos podem ser controlados por mais do que um controlador.
Posteriormente à criação de controladores e módulos que comunicavam exclusivamente através da rede eléctrica, foram desenvolvidos outros, cuja infraestrutura de comunicação se baseia em radiofrequência ou infravermelhos e que permite implementar funções que não se adequam a uma comunicação via rede eléctrica.
Muitos dos controladores são operados manualmente pelo utilizador. Ao pressionar os botões existentes no controlador, o utilizador selecciona o módulo e a acção (função) a ser executada.
Por exemplo, para acender uma lâmpada endereçada pelo módulo 8, o utilizador pressiona o botão 8, seguido pelo botão “ON”. Cada botão, ao ser pressionado, faz com que o controlador transmita um pacote de informação pela rede eléctrica. Assim, por exemplo, para acender uma lâmpada são transmitidos dois pacotes: o primeiro, identificando o módulo a controlar; o segundo, enviando a função a ser executada.

O sistema X-10 possui um conjunto básico de funções (ou comandos) que podem ser executados pelos módulos de lâmpadas e de aplicativos (os módulos de aplicativos apenas podem executar três das funções existentes no conjunto).

A Tabela A-1 e A-2 representa o conjunto básico de funções.

A selecção de um módulo é feita recorrendo ao seu endereço. Os endereços X- 10 são constituídos por duas partes: código de casa (House Code) com 4 bits e código de unidade (Unit Code), também com 4 bits. A primeira corresponde a um determinado circuito de comando e tem 16 posições possíveis (de A a P), enquanto que a segunda corresponde a uma zona de um determinado circuito de comando e tem também 16 posições possíveis (de 1 a 16).
Em geral, numa determinada casa, é atribuído o mesmo código de casa aos controladores e aos módulos, sendo o código de unidade utilizado para seleccionar cada um desses módulos em particular. O código de casa é usado para separar módulos que podem estar instalados em casas ou apartamentos adjacentes, mas que partilham a mesma rede eléctrica. Podem-se utilizar vários códigos de casa na mesma casa desde que não se verifique interferência com casas vizinhas. Os códigos de casa e de unidade são atribuídos aos módulos e aos controladores mediante o uso de selectores rotativos.

Tal como foi mencionado anteriormente, para seleccionar o módulo e para que seja, por ele, executada uma função específica, devem enviar-se dois pacotes que correspondem a dois tipos de comandos: comandos de endereços e comandos de funções. Os primeiros identificam os módulos que se pretendem controlar e os segundos a função a desencadear pelo módulo.
Quando o controlador envia um comando de endereço, os módulos com esse endereço passam a estar receptivos ao comando de função que está para chegar. Deste modo, assim que o recebem, executam a ordem.

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