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A Educação “segundo a Google”: as propostas de Jeff Jarvis

Em post recente falei do livro da figura acima.

Como prometido então, aqui ficam as propostas referentes à área da Educação.

Quem precisa de uma universidade quando se tem a Google? Todo o conhecimento digital do mundo está disponível numa pesquisa. Podemos ligar aqueles que querem saber com aqueles que sabem. Podemos ligar os alunos aos professores mais adequados para eles (que podem ser colegas estudantes). Podemos encontrar especialistas de qualquer área. Os manuais escolares já não necessitam de estar petrificados em páginas, mas podem ser ligados a informação e debate; podem ser produtos de colaboração, actualizados e corrigidos, respondendo a perguntas e fazendo questionários, até mesmo a cantar ou a dançar. Não há motivo para os meus filhos estarem limitados aos cursos de uma escola; agora mesmo podem fazer cursos online de nada menos que o MIT e Stanford. E não há motivo para eu, há muito saído da faculdade, não poder também frequentar esses cursos.
Pode suspeitar que, por ser professor, vou agora sair desta litania de oportunidades com uma pirueta retórica e demonstrar porque é que devemos preservar as universidades tal como elas são. Mas não vou. Claro que valorizo a academia e a sua tradição e não pretendo que sejam destruídas. Mas tal como qualquer outra instituição examinada neste livro está a enfrentar desafios fundamentais à sua essência e existência na era Google, a educação também está. Na verdade, a educação é uma das instituições mais merecedoras de ruptura, e uma das que têm mais oportunidades para resultar.
Chame-me utópico, mas eu imagino uma nova ecologia educacional em que os estudantes podem fazer cursos em qualquer sítio e os instrutores podem seleccionar quaisquer estudantes, em que os cursos são cooperativos e públicos, em que a criatividade é promovida como a Google a promove, em que aprender com os erros é valorizado em detrimento da uniformidade e segurança, em que a educação continua para além dos 21 anos, em que os testes e diplomas importam menos que um portefólio de trabalho, em que a economia de oferta pode transformar qualquer pessoa com conhecimentos num professor, em que as competências de pesquisa e de raciocínio e cepticismo são valorizadas em detrimento das capacidades de memorização e cálculo, e em que as universidades ensinam uma abundância de conhecimento àqueles que o desejam, em vez de gerirem uma escassez de lugares na sala.

Quem tem autoridade para dizer que a universidade é o único ou até o melhor local para aprender? Will Richardson, que ensina colegas educadores a utilizar a Internet na sala de aula, escreveu uma carta aberta aos seus filhos, Tess e Tucker, no seu blogue, Webbloged.com: «Quero que saibam que não têm de ir para a universidade se não quiserem, que existem outros caminhos para alcançarem esse futuro, que podem ser mais instrutivos, com mais significado e mais relevantes do que tirar uma licenciatura.» Ele disse que a educação os pode levar a salas de aula e conduzi-los a uma certificação, mas também pode implicar aprender através dos jogos, comunidades e redes construídas em torno dos seus interesses. «Em vez do pedaço de papel na parede a dizer que são especialistas, vocês vão ter um leque de produtos e experiências, reflexões e conversas que mostram as vossas competências, os vossos conhecimentos e que tornam tudo transparente. Será composto por um corpo de trabalho e de uma rede de aprendizes a quem recorrerão ao longo do tempo, que irão evoluir como vocês evoluem e que vão capturar o vosso conhecimento mais importante», transmitiu ele aos filhos.
Se é isto a educação, como será uma universidade? Fiz essa pergunta no meu blogue e o empresário e tecnólogo Bob Wyman (que trabalha para a Google) respondeu resumindo a universidade e identificando os seus papéis-chave: ensinar, testar e pesquisar. Vou adicionar um quarto papel não oficial: a socialização. E vamos examiná-los na ordem inversa.
A socialização é, obviamente, a razão-chave pela qual vamos à universidade e mandamos para lá os nossos filhos. Os adultos vêem a universidade como um processo de maturação e de independência e responsabilidade aumentadas. Os estudantes, por seu lado, podem vê-la como um processo de fugir aos pais. O que seja. Jeffrey Rayport, um consultor e professor da Harvard Business School, sentou-se comigo no Harvard Club em Nova Iorque e contou-me que este tinha sido idealizado por um licenciado da universidade que não gostava muito da atmosfera rígida da escola ao estilo de Cambridge. No clube, ele criou aquilo que esperava que Harvard tivesse sido: madeira de tons quentes e lareiras, o Harry Potter sem a pompa e o kitsch, a experiência – a Disney World – da educação. Eu acho que há um momento para ter essa experiência e viver com os nossos pares. As pessoas idosas têm essa experiência. Os meus pais vivem em Sun City Center, Florida, uma cidade onde ninguém com idade inferior a 55 anos pode legalmente viver. Porque não ter cidades de jovens de onde os residentes são despejados aos 30 anos: Melrose Place University?
Mas a sério… Se uma pessoa tem o luxo de possuir tempo e recursos para explorar o mundo antes de se dedicar a um emprego e a uma hipoteca, fantástico. Essa exploração pode tomar a forma de viajar de mochila às costas pela Ásia, dormir numa residência de estudantes ou alistar-se na Peace Corps. Ou, hoje em dia, pode até significar criar uma empresa. A juventude pode ser a nossa idade mais criativa e produtiva. Bill Gates, Mark Zuckerberg e os rapazes da Google deixaram a escola em diferentes níveis para dar início aos seus gigantes empresariais. Devemos forçar os jovens a frequentarem a escola durante dezoito, dezasseis ou mesmo doze anos, tentando que todos pensem da mesma forma, antes de fazerem coisas? Em vez do chamamento perene para sujeitar a nossa juventude ao serviço militar obrigatório – que acha disto como um meio de desperdiçar um recurso precioso? -, não os deveríamos estar a ajudar a encontrar e alimentar as suas musas?
Talvez tenhamos de separar a juventude da educação. A educação dura para sempre. A juventude é o tempo para dedicar à exploração, maturação e socialização. Podemos querer criar uma reserva em torno da juventude, como a Google faz em torno dos seus inventores, para estimular e desafiar os jovens. E se disséssemos aos estudantes que, tal como os engenheiros da Google, eles deveriam tirar um dia por semana, ou uma disciplina por período, ou um ano da universidade para criar algo: uma empresa, um livro, uma música, uma escultura, uma invenção? A escola poderia agir como incubadora, aconselhando, incentivando e promovendo as suas ideias e os eu esforço. O que aconteceria? Grandes coisas e coisas medíocres. Mas iria forçar os estudantes a assumirem maior responsabilidade por aquilo que fazem e para fugir da camisa-de-forças da uniformidade. Levá-los-ia a fazer perguntas antes de lhes serem dadas respostas. Poderia revelar-lhes os seus próprios talentos e necessidades. O céptico vai dizer que nem todos os estudantes são suficientemente responsáveis ou têm iniciativa própria. Talvez. Mas como iremos saber quais são as capacidades dos estudantes sem que os coloquemos em posição de tentarem? E porquê estruturar a educação para todos segundo o denominador mais baixo da maioria?
Outro subproduto de uma sociedade universitária é a sua rede – a sua rede de velhos amigos, como nós, de modo sexista, se não mesmo apropriado, lhe chamávamos. Durante muito tempo aquele clube manteve valor por arranjar empregos, contratar e fazer contactos. Mas agora que temos a maior máquina de ligações de sempre, a Internet, ainda necessitamos daquela velha máquina para ligações? O LinkedIn, o Facebook e outros serviços permitem-nos criar e organizar redes extensas (qualquer amigo seu…) que têm origem não só na escola, mas também no emprego, em conferências, em apresentações, até em blogues. Membros do Skull and Bones em Yale e graduados da Harvard Business School podem objectar, mas enquanto populista da Internet, louvo a ideia de que as velhas redes poderiam ser ofuscadas por novas meritocracias. O Facebook não trouxe apenas uma organização elegante às universidades, poderia suplantá-las enquanto criador de redes.
O próximo papel da universidade vai ser mais difícil de promover numa arquitectura distribuída. A investigação, pura e direccionada, é um valor da academia que o mercado sozinho não pode suportar. A não ser que tenha um valor de mercado e seja custeada por uma empresa, a investigação tem de ser subsidiada por fundações, legados, doações e dólares dos impostos, e muitas vezes pela paixão generosa do investigador. Esse vai continuar a ser o caso. A pergunta é se a investigação vai ser feita em escolas ou em grupos de especialistas e se vai ser feita por professores ou por pensadores pagos. Existem poucos motivos para a investigação ter de ser realizada no campus por académicos e poucos motivos que justifiquem que esses académicos não possam trabalhar em redes mais vastas. A investigação há muito que é um processo mais do que um produto, uma vez que os ensaios são revistos por pares e os resultados da investigação são replicados. Agora ainda é mais assim, uma vez que a investigação está a Berta online em websites, blogues e wikis e uma vez que os seus conteúdos são ligáveis e pesquisáveis via Google (que fornece um serviço de pesquisa para trabalhos académicos em scholar.Google.com). Esta abertura convida a contribuições, colaborações e revisões.
O próximo papel da universidade é o teste e a certificação: a atribuição de diplomas e a ordenação de especialistas. A ideia de uma certificação de educação obtida uma vez em toda a vida e de tamanho único – o diploma – parece mais absurda à medida que o conhecimento e as necessidades se alteram. Existem melhores indicadores de conhecimento e pensamento do que um diploma? Porque é que a educação tem de parar aos 21 anos? Os diplomas tornam-se datados. A maior parte do que fiz na minha carreira exigiu que aprendesse novas lições – muito depois da formatura – sobre tecnologia, negócios, economia, sociologia, ciência, educação, direito e design. Ultimamente, aprendi muitas destas lições em público, no meu blogue, com a ajuda dos meus leitores. É por isso que incentivo outros académicos a escreverem em blogues e a serem desafiados pelo público. Acho que isto deveria contar como trabalho publicado. É escrever em blogues ou morrer, digo eu.
Os nossos portefólios de trabalho online, pesquisáveis pelo Google, tornam-se os nossos novos CVs. Neil McIntosh, um editor do The Guardian, escreveu num blogue que quando entrevista jovens candidatos para empregos de jornalismo online, espera que eles tenham um blogue. «Não há razão para um estudante de jornalismo não ter um quando quer trabalhar online», escreveu. «Além disso, a qualidade do blogue é verdadeiramente importante, porque me permite ver se alguém é mesmo bom, sem edição e inteiramente auto-motivado.» O nosso trabalho, a nossa antologia de criações, opiniões, curiosidades e companhia, diz muita coisa sobre nós. Antes de uma entrevista de emprego, qual é o empregador que não pesquisa no Google o nome do candidato (uma prática proibida por lei na Finlândia, já agora)? O nosso medo é que os empregadores vão encontrar fotografias embaraçosas de bebedeiras nas férias, mas essa é mais uma razão para nos certificarmos de que eles também encontram os nossos blogues e trabalhos completos.
Por vezes, os empregadores vão exigir certificação. Aqui, tal como Wyman diz, é que entram os testes: exames para certificar que as novas equipas de médicos, advogados e informáticos sabem o que fazem. Mas estes exames são, muitas vezes, feitos por organizações profissionais – como comités médicos e a Ordem dos Advogados – e não por escolas. A preparação para esses exames é levada a cabo por empresas de preparação para exames e ensino comercial como a Kaplan. As universidades cederam-lhes este mercado. Ainda assim, fazer testes é algo que faz sentido; é a nossa garantia contra o cirurgião cidadão (ou seja, a nossa garantia de que o cidadão é qualificado). Faz mais sentido testar os estudantes depois de terem aprendido uma matéria do que antes. Os testes feitos antes de a formação começar – exames de admissão – poderão servir melhores os estudantes se descobrirem não aquilo que eles sabem mas antes aquilo que precisam de saber. Entre testes de aptidão escolar e exames mandatados pelas leis No Child Left Behind nos EUA, estamos a sucumbir a uma tirania de testes que «comoditiza» a aprendizagem. O sistema tenta tornar todos os estudantes iguais.
Por fim, chegamos ao âmago, o valor real de uma universidade: ensinar. Aqui violo a minha própria primeira lei quando digo que o controlo completo da educação de uma pessoa nem sempre deve pertencer ao aluno. Pois uma vez que embarcamos na aprendizagem, é frequente não sabermos aquilo que não sabemos. Ou, em vocabulário Google, não sabemos o que pesquisar. O professor ainda tem um papel e valor: se quer aprender a arranjar um computador, ou a operar um joelho, ou se deseja perceber mais de metafísica, então entrega-se a um professor que domina um programa de estudos para orientar a sua aprendizagem. Quando é claro o que se quer aprender – como editar um vídeo com o FinalCut, como falar francês -, é possível um estudante usar livros, vídeos ou experimentação para se ensinar a si mesmo. A Internet também torna mais fácil a ligação de professores e alunos – veja o TeacherStreet.com, que apenas em duas cidades tem 55000 professores, instrutores, tutores, explicadores e turmas, segundo o Springwise. Não iria lá para aprender a fazer uma cirurgia, mas poderei ir para obter ajuda com o meu alemão enferrujado.
Um benefício da universidade distribuída e ligada é que os alunos podem escolher os professores. Os professores universitários não vão poder descansar no cargo que ocupam (falo como alguém que o tem), pois irão progredir segundo o mérito. Actualmente, os professores universitários são classificados em sites como o RateMyTeachers.com, mas os alunos ainda são prisioneiros do corpo docente da sua escola. Se pudessem fazer cursos em qualquer sítio, iria surgir um mercado de instrução que deveria levar a que os melhores emergissem: a universidade agregada. Os professores também poderiam escolher os melhores alunos. Uma turma tornar-se-ia uma equipa escolhida a dedo que poderia investigar um tema enquanto grupo, partilhar num blogue o seu processo colectivo de descoberta ou escrever um manual e deixar um registo das suas perguntas mais frequentes e das suas respostas para a próxima turma ou para o público (o que são os cursos senão FAQs?). Esse produto irá ser pesquisável e poderá fornecer um meio para os futuros alunos encontrarem e avaliarem cursos e professores. É SEO educacional, trazer a épica transparência da Internet para a sala de aulas.
Seriam criados novos modelos para a educação. Um podia ser a educação por subscrição: subscrevo um professor ou instituição e espero que eles me forneçam nova informação, desafios, perguntas e respostas ao longo dos anos. Muitas escolas dão aos graduados cursos de reciclagem e actualização; na Graduate School of Journalism da City University de Nova Iorque, chamamos a esta oferta, a nossa garantia dos 100000 quilómetros. Mais do que uma turma, a educação poderia ser um clube: juntamo-nos para aprender e ensinar em conjunto, por vezes transferindo a tarefa de ensinar uma determinada matéria para o melhor aluno. A educação peer-to-peer funciona bem online como podemos ver nos serviços de aprendizagem de línguas como o Livemocha, em que os professores de uma língua se tornam alunos noutra e em que qualquer pessoa na sua economia de oferta pode criticar e ajudar qualquer aluno. É uma rede de aprendizagem.
Na sala de aula, real ou virtual, a Google força os educadores a ensinar de modo diferente. Porque é que ainda estamos a ensinar os alunos a memorizar factos quando os factos estão disponíveis mediante pesquisa? A memorização não é uma disciplina tão vital como o satisfazer a curiosidade com pesquisa e raciocínio quando os estudantes reconhecem o que não sabem, fazem perguntas, procuram respostas e aprendem com o julgá-las a elas e às suas fontes. A Internet e a literacia da Google deveriam ser ensinadas para ajudarem os alunos a examinarem os factos cuidadosamente e a avaliarem a sua fiabilidade.
Existe uma universidade pós-Google? Sim, estas instituições são demasiado grandes, ricas e valiosas para desaparecerem. Mas tal como qualquer outra instituição na sociedade, elas deveriam remodelar-se em torno de novas oportunidades. As universidades têm de perguntar qual o valor que acrescentam às transacções educacionais: na qualificação de professores, ajudando os alunos a criar currículo, fornecendo plataformas para aprendizagem. Temos de perguntar quando e porque é que é necessário estar na mesma sala com colegas e professores. O tempo da sala de aula é valioso mas nem sempre necessário. Muitos programas profissionais de MBA encontraram formas de limitar o tempo em conjunto para que a educação não interrompa a vida. A Berlin School of Creative Leadership (de cujo conselho consultivo faço parte) tem estudantes a encontrarem-se em cidades por todo o mundo, de modo a poderem aproveitar os conhecimentos locais. As universidades podem tornar-se maiores que os eu campus, e ao juntarem interesses e necessidades especiais de todo o mundo, também se podem tornar mais pequenas, centrando-se em nichos de conhecimento enquanto deixam outros tópicos para outras instituições. As escolas vão fazer igualmente aquilo que melhor sabem, ligando-se ao resto. Isto requer que elas tornem o seu conhecimento aberto e pesquisável; é a Google que o exige.
Como é que as universidades vão funcionar como uma empresa? Para citar o antigo professor do MIT e compositor satírico Tom Lehrer, relativamente ao famosos engenheiro espacial alemão que veio para a NASA: «”Uma vez que os foguetões estejam no ar, quem se importa onde eles vão cair/não é o meu departamento», diz Wernher von Braun.» Se eu ensinasse três cadeiras de três créditos por semestre durante dois semestres a 20 alunos por cadeira e se eles pagassem o que pagam à minha universidade apoiada pelo Estado – cerca de 250 dólares por crédito -, isso resultaria em 90000 dólares, que é o que recebo (não o faço pelo dinheiro). Num mercado competitivo, os alunos pagariam 750 dólares pelas minhas aulas? Isso depende da qualidade do meu ensino, da reputação da universidade e do estado da concorrência. Se eles pagarem essa quantia, não sobra qualquer dinheiro para a universidade. Seriam necessários fundos para apoiar a sua estrutura, como os oriundos agora de subsídios públicos ou privados. Não parece um modelo sustentável.
Ainda assim, olhemos para a Universidade de Phoenix, para a Kaplan University e outras empresas de ensino profissionais com fins lucrativos que surgiram, cujo objectivo é ensinar aos alunos o que eles precisam de saber para os seus empregos. Não são academias como Oxford, mas desempenham uma função e trabalham como empresas. Elas cobram mais por crédito/hora que a minha instituição estatal, mas menos que as universidades privadas de prestígio. Penso mesmo que irão surgir muitas empresas empreendedoras dedicadas à educação, à medida que a Internet for possibilitando um novo mercado para a aprendizagem. Talvez diferentes entidades mantenham diferentes papéis. Para aprender programação de bases de dados, vai-se para a Kaplan; para aprender o empreendedorismo necessário para criar uma nova Google, vai-se para Stanford.
No seu blogue oficial, a Google deu um conselho aos estudantes, não sobre onde deveriam aprender, mas sobre o que deveriam aprender. Jonathan Rosenberg, vice-presidente sénior de gestão de produto, escreveu no blogue que a empresa está à procura de «competências de resolução de problemas não rotineiros». O seu exemplo: o método rotineiro para solucionar o problema de verificar a ortografia seria o usos do dicionário. O método não rotineiro é verificar todas as correcções que as pessoas fazem à medida que refinam as suas buscas e usar isso para sugerir novas ortografias para palavras que não constam em nenhum dicionário. Rosenberg disse que a Google procura pessoas com cinco competências: raciocínio analítico («começamos com dados; isso significa que podemos falar sobre o que sabemos, em vez daquilo que pensamos que sabemos»); competências de comunicação; disposição para experimentar; capacidade de jogar em equipa; paixão e liderança. «No mundo real, os testes são todos um livro aberto, e o seu sucesso é inexoravelmente determinado pelas lições que recolhe do mercado livre», explica.
O melhor conselho de Rosenberg para estudantes e universidades: «É fácil educar para a rotina e difícil educar para o que é novo.» A Google evoluiu porque viu o novo. O nosso sistema educativo está a preparar os alunos para trabalharem para a Google ou para criarem Googles?, pergunto-me.

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