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Reparação de Fontes de Alimentação de PC – Dicas

Reparação de Fontes de PC – Dicas

Recomendações e Conselhos

As fotos mostram-nos uma fonte de PC sem os respectivos transístores da etapa primária e os rectificadores da secção do secundário.

Primário

primário fonte pc

Secundário

fonte pc - secundário

O primário é onde se liga a entrada de corrente alternada da rede e onde se encontram ainda os díodos rectificadores, filtros e outros componentes dessa primeira etapa de transformação dos 230 V AC da rede.

O secundário é onde podemos encontrar os componentes necessários para rectificar e filtrar as diferentes tensões que vão alimentar as diversas partes do PC (Drives, Motherboard, etc.). Para além disso é composto por outros circuitos electrónicos de controlo e regulação dessas mesmas tensões.

Podemos ainda ver na foto acima os cabos vermelhos, pretos, etc. que formam as diferentes tensões de saída da fonte.

A seguir mencionaremos o que a experiência manda em geral verificar e substituir, caso as leituras feitas num caso prático contradigam as especificações técnicas de cada componente. Teremos ainda em conta, como é óbvio, os sintomas constatados na avaria, de modo a chegarmos ao componente estragado o mais rapidamente possível, pois tempo é dinheiro.

Primário
Fusível (1 – na figura) queimado

Antes de mudá-lo, devemos rever, com o multímetro, a ponte rectificadora, verificar se há curtos-circuitos nos díodos (há se a leitura for zero). Para isso devemos ligar as pontas de prova entre os dois pinos, dos quatro que ela possui (se for uma ponte de quatro díodos), ou individualmente se forem componentes discretos (não em circuito integrado).

Se estiverem em curto-circuito ou com diferenças em relação ao esperado, devemos mudá-los.

De seguida passamos aos transístores. Sem dessoldá-los, não devem nunca indicar um “curto” e devem indicar sempre as mesmas medições entre eles, ou seja, tensão entre colector e base de um deveser igual à tensão entre colector e base de outro. Devemos mudá-los se isso não acontecer.

A seguir temos um conjunto de pares de resistências, condensadores electrolíticos e díodos, ou seja, duas resistências de 2,2 ou de 1,5 ohms, dois díodos 1N4140, dois condensadores electrolíticos de 10 microfarads, etc., incluindo-se os condensadores grandes, normalmente de 220 microfarads / 200 Volts, ou algo de semelhante.

Cada um deles está ligado da mesma maneira a um e outro transístor, o que quer dizer que se medirmos, no mesmo sentido, com as pontas de prova do multímetro, em cada um deles, as medidas devem ser exactamente iguais. Caso isso não aconteça, devemos tirar o componente e medi-lo, para o que se debe dessoldar o pino de mais fácil acesso e fazer a medição.

Estas mesmas medições devem ser mesmos feitas, pois se nos limitarmos a substituir o fusível, corremos o sério risco de a causa que provocou a queima do fusível voltar a fazer-se sentir e, inclusive, provocar danos maiores nos outros componentes.

Fusível bom:

O procedimento é o mesmo que o anterior, isto é, as medidas a efectuar, agora não à espera de um “curto” mas de um circuito aberto.

Isto porque normalmente o fusível não queima se um dos componentes abrir (um dos transístores, por exemplo), isto é, se deixar de fazer contacto e provocar que o circuito deixe de ter continuidade.

Por vezes a fonte trabalha de forma intermitente, especialmente a frio, não arranca e só o faz depois de várias tentativas de liga/desliga, isso, em geral, deve-se aos díodos 1N4140 (3) (ou similares) que apresentam fugas; ou então aos condensadores pequenos que estão quase secos.

Secundário

Aqui, no secundário do transformador (4) pequeno, há geralmente pares de transístores, díodos 1N4140, e condensadores pequenos, os quais devemos desligar e verificar se apresentam “fugas” ou “curtos-circuitos”, da mesma forma que fizemos no primário. Por vezes verifica-se que, estando OK segundo as suas características, segundo o multímetro, mas em que uma análise mais apertada permite constatar que, embora não devesse haver resistência entre o colector e o emissor, fazendo impulsos com as pontas de prova entre os respectivos pinos vemos que o multímetro marca, fugazmente, uma corrente “de fuga” muito alta. Devemos então substituí-los e as fontes arrancarão a frio sem problemas.

Devemos ainda verificar se não há curto-circuito em cada uma das saídas dos cabos vermelho / amarelo / azul e branco, que correspondem aos +5, + 12, -5 e -12 V, respectivamente. A ser assim, devemos seguir o circuito, levantando componentes e verificando-os, sendo que o que se deve observar é uma resistência em paralelo com a massa (cabo preto) entre 40 e 300 ohm, nunca um curto-circuito (0 ohm)

No fim, depois de termos feito tudo isto, caso a placa mãe continue a não funcionar ou a fazê-lo de modo deficiente, devemos rever tudo de novo, para confirmar que não deixámos passar nenhuma análise de componente em claro.

Tensão de PG

Falta o mais importante. No final da reparação, a medição mais importante das tensões, é a tensão chamada PG, tensão de controlo, que todas as fontes têm e que corresponde ao cabo (geralmente) laranja, que na placa da fonte pode ou não estar identificado, e que é o cabo que “sobra” à saída da fonte e não corresponde a nenhuma das tensões mencionadas acima.

Para a confirmar, se carregarmos a fonte com uma lâmpada de 12 V / 40 W na saída dos +5 V (entre o cabo vermelho e um dos cabos pretos), a tensão PG deve ser igual a 5V. Se esta tensão não estiver presente, devemos seguir as suas ligações e analisar os componentes no caminho, à procura de uma fuga, de algum transístor pequeno danificado, ou de um mau contacto.

Por vezes temos de mudar o CI de controlo, outras uma resistência que está fora da tolerância.

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